o sexo perturbador, frustrado, frustrante e sarcasticamente ingrato.
- homem não chora!
o sexo que pare.
pare seres inocentes que não consegue amar. o sexo que aloja mulheres frias e homens que não podem chorar.
e as lágrimas são uma arte quando ela diz:
- ele não sabe, não aprendeu a chorar...
mas é de ordem duvidosa... pois, quem não sabe chorar, dificilmente saberá rir senão da boca pra fora.
da boca, pra fora!
quem não sabe beijar, quem não sabe amar.
o sexo que sonha. apenas sonha, depois pare o filho de alguém. de alguém que veio taciturno ou quem sabe, em estado de algazarra.
o sexo que chama o outro sexo.
assim de mansinho, sem intenção, ou quem sabe, porque viu níquel no outro.
o sexo sujo e vergonhoso, usa fronhas na cabeça. ora é feio para o coração, ora bonito para os olhos.
o sexo que tem que perder...
que tem que ganhar, dar, receber... assim de presente um filho. assim sem compromisso pare.
assim sem jeito, ou com muito, alimenta a fome e a sede de homens grandes, de homens pequenos.
o sexo sem voz, que luta todos os dias e que apanha por pura covardia.
o sexo humilhado.
- meu filho, homem não chora!
e porquê não chora é bruto, virou um estúpido e tem problemas de pressão.
o sexo que escuta, que escuta e que cala.
- mas quem tu pensas que és?
- mas quem tu pensas que és?
o sexo um ouve; o sexo dois fala; o sexo um, cala.
o sexo um, o sexo dois... mas até isso "meu" deus? (?)
o sexo um em primeiro lugar.
- meu filho, homenzinho não chora!
o sexo um é de barro, desmancha às vezes, mas nunca chora. nunca pode chorar...
o sexo antes de parir tinha nojo, muito nojo, nojo de gente.
o sexo que tem que se acostumar com a situação. desconfortante. desconfortadamente:
- mamãe, eu quero parar de chorar!
o tempo é como um barco a vela. nos dias em que o vento sopra pela popa, o tempo anda depressa. mas quando o barco navega contra o vento, então as horas parecem semanas e os meses, anos.
27.2.04
26.2.04
um giro, um soco, concentração...
qualquer remédio para poder dormir.
um dia melhor, um dia em que eu conseguisse ser realmente feliz.
crianças impotentes crescem e se tornam crianças grandes impotentes.
queria poder me afastar
do centro do inferno
que crio pra mim mesma
ficar um pouco longe
um pouco longe de mim
não precisar pensar tanto
não ser tão abrangente
nos meu comentários
cansei dos meus nomes
cansei das estantes
que não me dizem mais nada
não quero escrever
nem ter mais nada
me tornar um pouco
mais nada...
queria poder me esconder
ser uma bandida, santa
santa, maldita, santa
espantata com tanta
tanta cara, tanta
me esconder da santa
e da maldita
ser um pouco manca
não ter pressa de correr
ficar num mesmo lugar
tanto tempo quanto precisar
ficar um pouco mais distante
um pouco mais
queria poder esquecer...
ser um pouco mais luciana.
poema feito pelo renato, onde ele diz que me sentiu...
entonces, eu sou isso, nada mais e quem sabe menos. sou isso.
qualquer remédio para poder dormir.
um dia melhor, um dia em que eu conseguisse ser realmente feliz.
crianças impotentes crescem e se tornam crianças grandes impotentes.
queria poder me afastar
do centro do inferno
que crio pra mim mesma
ficar um pouco longe
um pouco longe de mim
não precisar pensar tanto
não ser tão abrangente
nos meu comentários
cansei dos meus nomes
cansei das estantes
que não me dizem mais nada
não quero escrever
nem ter mais nada
me tornar um pouco
mais nada...
queria poder me esconder
ser uma bandida, santa
santa, maldita, santa
espantata com tanta
tanta cara, tanta
me esconder da santa
e da maldita
ser um pouco manca
não ter pressa de correr
ficar num mesmo lugar
tanto tempo quanto precisar
ficar um pouco mais distante
um pouco mais
queria poder esquecer...
ser um pouco mais luciana.
poema feito pelo renato, onde ele diz que me sentiu...
entonces, eu sou isso, nada mais e quem sabe menos. sou isso.
25.2.04
falou como se isso fosse motivo de alguma espécie de orgulho.
mas e agora quem é que vai me defender? quem é que vai me reanimar e passar a mão na minha cabeça?
agora o mundo já está pequeno...
tem horas em que o mundo vai ficando cada vez menor.
vai ficando pequeno, pequeno, pequeno, pequeno, pequeno, pequeno, pequeno...
até que daqui a pouco já me sinto prensada contra a parede.
mas isso também não importa, uma hora a gente tem que ir embora. eu acho que chegou a minha...
o mundo está ficando pequeno, pequeno, cada vez menor.
meus ouvidos vão fechando, fechando a cada centímetro que ele diminui e por incrível que pareça, quanto mais eles fecham mais estrondoso é o barulho.
o cérebro assim como eu, também vai sendo prensado contra o crânio.
é hora de deixar o mundo.
por enquanto, lá na sala ele chora desoladamente. ele tem medo, medo, medo.
alguém vai ajudá-lo, mas e quanto a mim?
o mundo vai ficando pequeno...
e pensar que um dia já coubemos todos nele...
mas e agora quem é que vai me defender? quem é que vai me reanimar e passar a mão na minha cabeça?
agora o mundo já está pequeno...
tem horas em que o mundo vai ficando cada vez menor.
vai ficando pequeno, pequeno, pequeno, pequeno, pequeno, pequeno, pequeno...
até que daqui a pouco já me sinto prensada contra a parede.
mas isso também não importa, uma hora a gente tem que ir embora. eu acho que chegou a minha...
o mundo está ficando pequeno, pequeno, cada vez menor.
meus ouvidos vão fechando, fechando a cada centímetro que ele diminui e por incrível que pareça, quanto mais eles fecham mais estrondoso é o barulho.
o cérebro assim como eu, também vai sendo prensado contra o crânio.
é hora de deixar o mundo.
por enquanto, lá na sala ele chora desoladamente. ele tem medo, medo, medo.
alguém vai ajudá-lo, mas e quanto a mim?
o mundo vai ficando pequeno...
e pensar que um dia já coubemos todos nele...
24.2.04
ser ou não ser?
uma boa pessoa, uma má companhia, uma má alma, uma má filha.
sentir doer incessantemente a cabeça e não saber se é a consciência ou o cabelo que andam demasiadamente pesados.
nem sempre se anda em perfeito estado. há dias, épocas, em que andamos mais pra lá do que pra cá, cambaleando...
daí é sonhar, sonhar e sonhar pesadelos. "paranoiar" episódios.
sabe de uma coisa? pedras duram para sempre. é isso mesmo.
as pedras desgastam devagar, cautelosamente. aos pouquinhos...
e o tempo vai passando, cada minuto mais devagar.
eu fecho os olhinhos, não sinto sono. eu sinto é no peito, uma flechada. e de cara fechada...
emburrada.
já estão acabando as "férias" e eu ainda não fiz nada. e continuarei sem fazer.
por esses últimos dias o mundo anda uma sacola. espero que esvazie. espero que eu fique livre!
e daí voe, voe, voe como uma pena que é levada pelo vento...
uma boa pessoa, uma má companhia, uma má alma, uma má filha.
sentir doer incessantemente a cabeça e não saber se é a consciência ou o cabelo que andam demasiadamente pesados.
nem sempre se anda em perfeito estado. há dias, épocas, em que andamos mais pra lá do que pra cá, cambaleando...
daí é sonhar, sonhar e sonhar pesadelos. "paranoiar" episódios.
sabe de uma coisa? pedras duram para sempre. é isso mesmo.
as pedras desgastam devagar, cautelosamente. aos pouquinhos...
e o tempo vai passando, cada minuto mais devagar.
eu fecho os olhinhos, não sinto sono. eu sinto é no peito, uma flechada. e de cara fechada...
emburrada.
já estão acabando as "férias" e eu ainda não fiz nada. e continuarei sem fazer.
por esses últimos dias o mundo anda uma sacola. espero que esvazie. espero que eu fique livre!
e daí voe, voe, voe como uma pena que é levada pelo vento...
23.2.04
perdida no meio de tudo, ou seria no meio do nada?
e sem identidade... o que é pior.
cerveja na mesa, conversa furada, vinho barato e mais conversa fiada. raiva. vontade de gritar e de sair correndo.
ignoração.
se livrar.
uma tarde cheia de mais ou menos e bem mais menos do que mais. só um pouco mais de raiva.
vontade de dar uns socos, quebrar umas caras, ali no meio de tudo, na frente de todos.
uma felicidade na vida!
mas eu fui roubada. eu fui roubada e me levaram. muitas coisas...
assim, à queima roupa. - mãos pra cima! e quando eu vi já estava de mãos abanando...
com diversão difícil, respiração difícil...
daqui a pouco me vi sem nada. daqui a pouco me vi com mais raiva.
no bloco de eu solita no mundo e sem identidade...
acontece que eu não tenho válvula de escape. a minha distração é a minha própria distração.
e sem identidade... o que é pior.
cerveja na mesa, conversa furada, vinho barato e mais conversa fiada. raiva. vontade de gritar e de sair correndo.
ignoração.
se livrar.
uma tarde cheia de mais ou menos e bem mais menos do que mais. só um pouco mais de raiva.
vontade de dar uns socos, quebrar umas caras, ali no meio de tudo, na frente de todos.
uma felicidade na vida!
mas eu fui roubada. eu fui roubada e me levaram. muitas coisas...
assim, à queima roupa. - mãos pra cima! e quando eu vi já estava de mãos abanando...
com diversão difícil, respiração difícil...
daqui a pouco me vi sem nada. daqui a pouco me vi com mais raiva.
no bloco de eu solita no mundo e sem identidade...
acontece que eu não tenho válvula de escape. a minha distração é a minha própria distração.
21.2.04
só mais um dia daqueles...
mais ou menos como se tivesse apanhado de relho. é isso mesmo.
o telefone que não pára de tocar; o telefone que chama, chama e ninguém atende. coisas da vida...
e viver é desenhar sem borracha.
o único problema de desenhar sem borracha é que se tu não gostares do rabisco ou se errares no traçado tu não podes apagar, ou seja, vantagem nenhuma. a não ser para aqueles que acreditam que se aprende mesmo errando.
mas eu não sou uma dessas pessoas.
vai lá, vai. vai ver o mar bem de pertinho e sentir as ondinhas salgadas de água gelada nos pés... vai aproveitar uma, duas festas em todas as noites.
vai ver outras mulheres. mulheres de verdade. vai!
vai que eu vou, vou ficar aqui. solita. enchendo a barriga de cerveja. vai que eu vou ficar aqui, ouvindo musiquetas.
vai logo que o tempo tá estourando, eu estou estourando de raiva. vai e já nem volta.
ou melhor, volta sim; volta que o relho tá esperando pelo teu lombo.
mais ou menos como se tivesse apanhado de relho. é isso mesmo.
o telefone que não pára de tocar; o telefone que chama, chama e ninguém atende. coisas da vida...
e viver é desenhar sem borracha.
o único problema de desenhar sem borracha é que se tu não gostares do rabisco ou se errares no traçado tu não podes apagar, ou seja, vantagem nenhuma. a não ser para aqueles que acreditam que se aprende mesmo errando.
mas eu não sou uma dessas pessoas.
vai lá, vai. vai ver o mar bem de pertinho e sentir as ondinhas salgadas de água gelada nos pés... vai aproveitar uma, duas festas em todas as noites.
vai ver outras mulheres. mulheres de verdade. vai!
vai que eu vou, vou ficar aqui. solita. enchendo a barriga de cerveja. vai que eu vou ficar aqui, ouvindo musiquetas.
vai logo que o tempo tá estourando, eu estou estourando de raiva. vai e já nem volta.
ou melhor, volta sim; volta que o relho tá esperando pelo teu lombo.
20.2.04
os gatos quando crescem aprendem a andar mais solitos e menos acompanhados, enquanto que quando ainda são pequenos, vivem em uma comunidade felina e em terna harmonia familiar.
eu não sou um gato nato, mas ando tão solita quanto eles e além disso, eu também mio para a lua, como se fosse.
e se ele quer saber, as coisas mudaram sim e mudaram sempre. uns enfeites, coisa de carnaval...
e eu que não gosto dessas festas, opto pela solidão. uns pagarão caro.
- tu anda me tratando como se eu fosse um nada. não gosto disso.
- pq tu acha isso? eu não te trato como se fosse um nada.
- claro que trata!
*o pulo da gata!
eu não sou um gato nato, mas ando tão solita quanto eles e além disso, eu também mio para a lua, como se fosse.
e se ele quer saber, as coisas mudaram sim e mudaram sempre. uns enfeites, coisa de carnaval...
e eu que não gosto dessas festas, opto pela solidão. uns pagarão caro.
- tu anda me tratando como se eu fosse um nada. não gosto disso.
- pq tu acha isso? eu não te trato como se fosse um nada.
- claro que trata!
*o pulo da gata!
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